VINHOS DA FRANÇA – VIAGEM AO RHÔNE

27 10 2010

Antes de falarmos sobre a viagem alguns avisos são necessários.

Falando de França, alguns preconceitos devem ser vencidos como o paradigma de  que vinho francês ou é muito bom e caro ou é muito ruim e barato.

Com o vinho é igual. Claro que a França, como qualquer outro país no mundo produz vinhos sofríveis, sejam eles caros ou baratos. Claro que na França há bons e maus produtores, honestos e desonestos, não teria motivo algum para que lá fosse diferente.

Sei também que os vinhos franceses, seja por razão cultural, vejam a quantidade de nomes de lojas, prédios e por aí vai metidos a chiques que têm origem francesa. Falam e nomeiam lugares e batizam o que quer que seja com nomes franceses. dá status. Mas também complica a vida de quem trabalha sério e quer trazer, para ficar naquilo que gosto, vinhos sérios.

Aqui sempre são lembrados, de maneira errada, que os vinhos franceses são vinhos de quem tem muito dinheiro ou entende demais de vinho. Pura bobagem. Não se pode imaginar que o país todo só bebe vinhos caríssimos, até para os franceses, algo em torno de 30 euros não é qualquer um que pode pagar. Também não se pode imaginar que lá só se anda com as melhores roupas, se bebe somente o melhor ou se vai a restaurantes caríssimos.

NÃO, NÃO MIL VEZES NÃO. São pessoas normais que bebem vinhos cotidianos e vão a botecos comer o que há de bom e barato.

Portanto, abaixo o preconceito e a preguiça, caso contrários a vida passa e perdemos grandes oportunidades de aproveitá-la.

Dados os avisos vamos a nossa viagem ao Rhône. Falar do Rhône é falar de lugares míticos para o vinho, como Côte Rôtie, Condrieu, Hermitage, Crozes-Hermitage, Cornas, Gigondas, Lirac, Tavel, Côte Ventoux, Orange, entre outros.

É falar em história, na medida em que a subida do rio Rhône serviu de porta de entrada para os produtos e especiarias vindas do oriente, daí cidades gastronômicas como Lyon e Dijon. É falar dos cavaleiros templários.

Ver a história de castas como a Syrah, Viognier, Grenache, Marsanne e Rousanne, enfim não há como conhecer a França vinhateira sem desvendar o Rhône.

Aqui tem muito vinho bom e caro, mas também muito vinho bom e barato.

 


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