Condrieu, vizinha a Cote Rotie, mesmo clima continental, mesma disposição das vinhas, como a da foto, descendo geometricamente as paredes do vale do Rhône, sempre voltadas para leste.
Tem sua produção baseada na casta branca Viognier, até pouco tempo atrás bastante desconhecida.
Parece que de uma hora para outra descobriram esta senhora. Não que seja ruim, muito pelo contrário, mas é que ela, infelizmente, torna-se exuberante apenas em sua terra natal, nas barrancas de Condrieu. Aqui a ÚNICA E FANTÁSTICA Viognier desenvolve todo o seu esplendor.
Suas características são singulares, amanteigada, untuosa, floral e perfumada, para mim, no quesito aroma, só tem duas sérias concorrentes, as alsacianas Gewürztraminer e a Pinot Gris.
Esta untuosidade deve-se aos bons índices de álcool e a baixa acidez. Plantados em poucos hectares torna-se um vinho caro, até mesmo para os padrões locais. Um bom Viognier paga-se, no Brasil, algo em torno de R$ 180 a 250,00 reais, mas vale cada gota desta garrafa.
Como disse, na Argentina e no Chile tornou-se a uva branca do momento, mas os que apreciei de modo algum raspam na qualidade da Viognier do Rhône.
Eu quando experimentei estranhei sua baixa acidez, mas depois acostuma, além de ser excelente companheira para muitos pratos condimentados. Típicos da alta gastronomia de Lyon, como dito bem pertinho dali.
Por último Château Grillet seria uma espécie de região demarcada dentro da região demarcada de Condrieu. Dali, em apenas 3,5 hectares sai o melhor Viognier que este planeta pode produzir. Rico, charmoso, untuoso e com a especial característica de ser seco e levemente adocicado ao mesmo tempo. Aromas que lembrar pêssego maduro e damasco. Seu preço, lá por volta de 150 euros já diz da sua excelência.
Vamos com este vídeo belíssimo sobre o Rhône vinhateiro.












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