Terras do Sado, antiga península de Setubal, para mim lembra, imediatamente, o Moscatel de Setubal, um dos meus preferidos vinhos doces, o Quinta da Bacalhoa e seu estupendo Cabernet Sauvignon e o vinho Periquita,o primeiro amor por vinhos portugueses.
Mas não deve ser lembrado só por isto, mas sim por ser uma das regiões vinícolas mais antigas de Portugal, seja por ser litorrânea, seja por ser ao sul do País onde aportaram os Fenícios e outros povos antigos que trouxeram as primeiras vinhas para Portugal.
Situa-se a oeste e sul da capital possui duas regiões bem distintas, a plana que cercia o litoral e a que sobe a serra da Arrábida, com altitudes médias de 100 a 500 metros o que modifica bastante o final da maturação das vinhas.
Os vinhos aqui produzidos são vinhos muito agradáveis, bem portugueses, isto é, com corpo médio, uma certa adstringência e tanicidade, mas são excelentes companheiros para bons pratos a base de carne.
Os tintos são, para mim melhores que os brancos.
Agora, falar de Terras do Sado é lembrar do Moscatel de Setubal feito com a casta Moscatel ao estilo dos vinhos fortificados. São de tonalidade laranja, nariz floral e na boca casca de laranja e lima-limão. Ficaram famosos como os Torna-Viagem pois eram, no tempo do império muito vendidos para o Brasil, mas os que não eram vendidos voltavam nos navios para Portugal. Aí viram que o sacolejar das ondas e as trocas de temperatura nas barricas melhoravam bastante este vinho.
Este vinho doce compro e consumo com regularidade gosto muito de tomá-lo a noite quando dá vontade de beber algo docinho, vai muito bem com queijo Gorgonzola.
Estes tempos experimentei o Herdade da Comporta, ótimo vinho, também.
A foto aí em cima é de uma charmosa casa na cidade de Grândola.






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