MAILLÉN CABERNET SAUVIGNON 2007 – ESTE É BOM E BARATO

31 07 2010

Este vinho é muito bom pelo preço que paguei no saldo da Gran Cru aqui em Porto Alegre, só R$ 11,00.

Trata-se de um vinho do Colchagua, região mais do que famosa por ótimos Cabernet Sauvignon no Chile. Cór vermelho rubi muito vivo. Nariz geleia de morango, amora e frutos vermelhos. Na boca, corpo médio, madeira não se faz presente, acidez mais elevada que o normal dos vinhos desta região, o que eu gosto muito pois o torna bastante gastronômico e refrescante. Final de gole de médio a curto,mas muito gostoso.

Vale pedida ótimo pelo preço.

Ficamos com a dupla afinadíssima





DICA DA SEMANA – CABERNET SAUVIGNON GRAN RESERVA MORANDÉ

30 07 2010

 

Bela pedida, no Bourbon, aqui em Porto Alegre,por R$ 40,00, isto que é e se comporta como um Gran Reserva chileno.

Um vinho que passa um tempo em madeira. Um encorpado Cabernet de uma das regiões mais consagradas do Chile, o Maipo, vejam http://wp.me/pPKW2-6g 

Encorpado, cor rubi escura, aromas de chocolate e baunilha, depois frutas vermelhas, nectarina, morango e amora. Na boca perfeitamente equilibrado entre álcool, taninos e acidez. Final de gole longo e prazeroso.

Aqui foi um belo parceiro para o ravioli a bolonhesa.

Para divertir Nat King Cole.

Quando se ébom em algo parece fácil.

Vale a pena a experimentá-lo.





UMA IDEIA PARA HARMONIZAR VINHO PORTUGUÊS

29 07 2010

Que eu tenho os vinhos portugueses na minha preferência não é novidade haja vista a quantidade de postagens que tenho sobre este tema. Mas sentia a falta de tentar ajudar numa ideia de harmonização.

Entendo que pode assi ser feito:

VINHOS VERDES: São vinhos brancos, sei que têm os tintos, mas por aqui não são comuns, leves cítricos, refrescantes e de baixo teor alcoólico. Vão muito bem com saladas, comidas orientais, frutos do mar e peixe se muita gordura.

ESTREMADURA: Os brancos são de leves  a meio corpo, com menos acidez, mas mesmo assim refrescantes. Vão muito bem com saladas, massas, frutos do mar, peixes até mesmo os mais gordurosos. Aceitam bem um queijo de massa meio mole e sabor mais acentuado, como um Port Salut. Já nos tintos, estes também de corpo médio, acidez mais elevada, um tanto tânicos (duros) mas eu os adoro. Uma carne de porco, frango e até mesmo um assado de ovelha.

TEJO: Os brancos se assemelham aos da estremadura, mas penso que um pouco mais encorpado e de acidez mais elevada. Vão bem com comida oriental, frutos do mar e peixes mais gordurosos, como Garoupa e Salmão. Já os tintos são de médio corpo a encorpado, acidez moderada, com taninos mais marcantes. Vão maravilhosamente bem com porco, frango, e queijos duros e mais curados, como os Gruyère e Gouda e outros desta turma.

ALGARVE: Se assemelham aos vinhos do Mediterrâneo, tintos de médio corpo, acidez baixa e de médio corpo.Os brancos são refrescantes e de acidez média. Mas a vocação para os rosé é inegável. Brancos, vão bem com frutos do mar, saladas, peixes sem gordura e queijos brancos, leves  chegando até mesmo a um Camembert ou Brie. Os rosés com pratos orientais, massas e carne de porco ou frango. Já os tintos  enfrentam um assado com carne menos gordurosa.

ALENTEJO: Brancos de corpo médio, acidez, em geral mais baixa, mas claro com suas exceções, indo muito bem com pratos orientais, e peixes mais pesados como Salmão. Já os tintos encorpados, com mais taninos enfrentam muito bem pratos com carne vermelha e molhos mais pesados.

DOURO: Aqui a gama é muito ampla, temos brancos leves a encorpados, tintos idem, ficaria com os mais leves para saladas, massas e queijos brancos, curados ou não, indo até os da turma do Camembert. Já os brancos mais encorpados, vão muito bem com queijos mais fortes de massa meio mole como os Port Salut e peixes mais gordurosos. Já os tintos enfrentam pratos de carne vermelha com molhos e até mesmo um assado de ovelha.

Os do tipo Porto com queijos azuis e um bom sorvete de creme.

BAIRRADA: E sua casta fantástica a Baga vai muito bem com carne de porco.

DÃO: Tintos leves e muito semelhantes aos Pinot Noir, com carne de frango, peixes mais gordurosos e com molho mais acentuado, queijos mais curados e picantes.





IDEIA PARA HARMONIZAR VINHO BRASILEIRO

29 07 2010

Sempre vem a inevitável  dúvida na hora de combinar pratos com vinhos. Tentando ajudar a minimizar esta dúvida seguem as combinações que faria com vinho nacional.

Iniciando pela nossa vocação que são os espumantes e vinhos brancos.

Lembrando as postagens anteriores sobre o assunto, http://wp.me/pPKW2-iE http://wp.me/pPKW2-iI   http://wp.me/pPKW2-iO  http://wp.me/pPKW2-iV  http://wp.me/pPKW2-j2 http://wp.me/pPKW2-j9 http://wp.me/pPKW2-je

Na minha opinião os espumantes de Moscatel e Prosseco, por serem mais leves e mais doces, principalmente o primeiro,  vão muito bem com os queijos de massa branca, meio mole e até mesmo os mais fortes, como Port -Salut e os azuis, Gorgonzola e Roquefort.

Nos pratos vão muito bem com frutos do mar e peixes leves e menos gordurosos, como um bom linguado.

Os demais espumantes de Charddonay, Pinot Noir e Riesling, como são muito mais cítricos e refrescantes, vão muito bem com quase todos os pratos e entradas, só não gosto muito deles com pratos muito fortes de carne vermelha, aqueles com bastante molho. Agora com umas torradinhas com terrine de tomates secos ou gorgonzola são especiais.

Já os espumantes roses, mais encorpados e fechados enfrentam com maestria pratos orientais e peixes mais gordurosos, como Salmão e Garoupa.

Nos vinhos brancos, prefiro, os da serra catarinense, principalmente os feitos de Sauvignon Blanc, já apreciei alguns muito bons vindos de lá. Na serra gaúcha dou preferência pela Chardonnay, assim como os Sauvignon Blanc da fronteira.

Bem aqui os de corpo médio, sem muita ou nenhuma madeira, vão muito bem com queijos brancos, curados ou não, de massa meio mole até mesmo os mais picantes. Não gosto destes vinhos com queijos mais fortes ou os chamados duros. Neste caso a competição é grande e sempre um sai perdendo.

Já os brancos mais encorpados, geralmente os com mais tempo de madeira, enfrentam queijos azuis e peixes mais pesados. Em termos de carne, frango e porco são ideais.

Com relação aos tintos,  estes em sua grande maioria são de corpo médio, dificilmente se produz um tinto encorpado por estas bandas, salvo raras e honrosas exceções.

Inclusive, nos tintos, dou preferência para a Merlot, penso que deve ser nossa casta ícone, principalmente no sul, já no vale de São Francisco em face do calor, a Syrah vai muito bem obrigado.

Os tintos de corpo médio combinam com queijos mais pesados e duros ou aqueles com furinhos, como os Gouda, Cheddar, Gruyère e por aí vai.

Nas carnes o porco, o galeto, pelo seu tempero, ovelha e um assado estilo parrila.

A foto aí em cima foi retirado do Google Earth é é de um vinhedo em Encruzilhada do Sul.

Fiquem com Jaime Caetano Braun





UMA ENCRUZILHADA COMO ESCOLHER UM VINHO?

26 07 2010

As vezes a vida nos prega uma peça. Qual o caminho a seguir? Qual escolha a fazer? Sabendo que uma escolha elimina a outra. Hum, temos que pensar. Vinhos biodinâmicos, orgânicos ou vinhos com agrotóxico. Vinho branco ou tinto. Quem sabe um rose? Combino qual vinho com qual prato? Levo um vinho mais barato ou um mais caro.

Bem estas perguntas são feitas por mim e por quase todos os apreciadores de vinho. E, principalmente para quem não tem muita grana no bolso complica e muito a escolha. Confesso que as vezes dá dor de cabeça e atá mesmo remorso na hora em que provo o vinho, se não estou 100% satisfeito vem a nefasta dúvida, mas aquele outro não seria melhor?

Gente estas dúvidas assolam a todos, principalmente quando a grana está curta, administrar escassez é diferente que administrar riqueza.

Eu pelo menos começo a eliminar os grupos, primeiro se o vinho será será apreciado sozinho ou com qual prato. Depois qual a companhia,  se os íntimos (quer certamente darão risadas das escolhas erradas) ou amigos e até mesmo desconhecidos. Aí já começo a separar os grupos de vinhos, se brancos tintos ou roses e de qual país.

Depois vem os pratos, mas o que será servido? Ah este ou aquele prato, com este ou aquele vinho. Mas será que todos entendem e gostam de vinho com a mesma intensidade que eu? Se sim fico mais confortado a escolher, se não vou logo para um vinho mais em conta.

Depois sigo as regras de harmonização dos meus últimos posts.

Mas aviso, a vida de quem conhece um pouco mais de vinho não é fácil. Inevitavelmente vem a pergunta. Ele sabe  de vinho, então, escolhe aí para nós.

Mas vinho não se bebe pela boca dos outros portanto, a tarefa é espinhosa.

Mas depois de escolhido, com uma boa comida e companhia, aproveite.

Quem sabe com esta turma aí?





QUEM É ESTA TAL DE BONARDA?

25 07 2010

Ela é simplesmente a uva mais plantada na Argentina. E, para mim dona de algumas surpresas, tanto agradáveis como desagradáveis. Vinda do norte da Itália, provavelmente prima da Bonarda é muito vigorosa na Argentina. Produzia muita uva e vinhos de baixa qualidade.

Seguindo a linha de novas castas a Argentina começou a refazer sua história com a Bonarda.

Até que começaram a tratá-la com o devido respeito, desde o vinhedo até a garrafa. Hoje, nos seus melhores exemplares produz vinhos bastante tânicos, acidez média e encorpados. Muito usada para corte, diria eu que usada até demais, pois grande parte dos vinhos populares na Argentina são cortes de uma uva internacional, Merlot, Syrah, Cabernet com a Bonarda, penso eu a tal ponto que  muitos se parecem.

Nos grandes exemplares produz um vinho muito parecido com o Tannat uruguaio, mas um pouco mais educado. Excelente companhia para um assado ou uma parrila.

Só que cuidado porque nem sempre cumpre a expectativa.

Eu gosto muito do corte da Susana Balbo, o Crios, Syrah/Bonarda.

Outro bom exemplar é o Del Golf





O VALE DE WACHAU ALÉM DE BELO É BERÇO DA GRÜNER VELTINER

25 07 2010

A Grüner Veltiner é a casta ícone da Áustria, não é a única, mas certamente é o centro das atenções. Certo que a produção de vinhos na Áustria é muito pequena, quase todo o vinho é ali consumido,o que não impediu que esta fantásica casta, aos poucos fosse sendo conhecida mundo afora.

Grüner em alemão quer dizer esverdeada, em face da cor de seus bagos, vejam a foto.

Produz vinhos brancos de excelente acidez, quase crocantes, quando jovem pouco aromáticos e bastante nervosos,minerais e herbáceos. Já dito o segredo da longevidade nos vinhos brancos é a acidez e esta é consegida em climas não muito quentes.

Esta casta o tempo de garrafa, ah tudo muda e para muito melhor. Com 5 a 8 anos de garrafa desenvolve aromas complexos, na boca algo entre frutos secos e nozes, sua evolução é semelhante a sua parceira a Riesling , a Pinor Gris e a Gewürtztraminer.

Também é produzida na forma de espumante o Sekt, dificeis de se achar por aqui.

É plantada no extremo oeste do país, por onde passa o emblemático rio Danúbio, faz fronteira com a República Checa e por ali também é plantada.

O vídeo é elucidativo.





DE CRETA PARA A SERRA GAÚCHA

24 07 2010

 

Pois é, quem faz esta ponte, passando pela Itália é a Malvasia, a  casta que criou uma verdadeira família de uvas, tipo Malvasia. è uma casta branca que produz vinhos extremamente aromáticos, algo de pêssego, figo e até mesmo Manga.

Extremamente versátil, está nos vinhos da Ilha da Madeira, como no Vinho Santo da Itália. Isto passando de norte a sul a da Itália.

Sua terra natal é na Grécia, depois levada pelos gregos espalhou-se pelo Mediterrâneo,não sem antes passar pela Slovênia, Croácia, Córsega, Sicília, ilhas Canárias chegando, pelas mão dos italianos ao Brasil.

Aqui é a Malvasia de Candia, nascida na ilha de Creta, esta aí da foto, como disse faz vinhos aromáticos com uma leve doçura natural, se assemelha ao Torrontés.

Legal destacar o Vino Santo, um vinho doce feito na Toscana que utiliza a Malvasia e a Trebianno, aqui chamada de Ugni Blanc que depois de passificados geram singulares.

Me lembrei dos bons Malvasia que já bebi na serra gaúcha, um vinho agradável, refrescante e excelente companheiro para queijos leves e de massa meio-mole, como o Brie e Camembert.

Fiquem com a ilha de Creta

 

 





A MADEIRA E SUA TINTA NEGRA MOLE

24 07 2010

A Madeira fica a 1.000 quilômetros de Lisboa e a 600 do litoral africano, Marrocos, só por aí vê-se que em termos de vinhedos estamos completamente fora dos padrões portugueses de clima, temperatura, solo e por aí vai. Metro para uva faz diferença que dirão quilômetros, a uva é, além do tudo um vegetal. Experimentem trocar uma uma samambaia de parede e vejam o estrago que as vezes se faz.

Os vinhedos são plantados na lateral dos morros com ajuda de socalcos, verdadeiras paredes de pedra a segurar os parreirais.

Ilha conhecida no mundo pelo seu potencial turístico, também é imediatamente reconhecida pelo seu vinho fortificado,  o MADEIRA.

De solos vulcânicos, a proximidade com o mar, faz com que a ilha tenha verões húmidos e invernos amenos o que traz condições ideais para as castas nativas da ilha ou as que aqui se encontraram condições de se desenvolver.

As principais castas são:

TINTA NEGRA MOLE:   Esta casta já foi matéria de um dos meus primeiros post http://wp.me/pPKW2-R hoje também plantada e vinificada no Algarve. Casta tinta bastante versátil e vigorosa, com a casca fina e mole, daí seu nome.  Produz vinhos encorpados com acidez moderada, muito usada em corte no Algarve. Aqui, na Madeira responde sozinha por vinhos tintos secos a meio doces, mas, no corte do fortificado Madeira responde a 80%  do corte junto com a Verdelho,  Sercial, Boal e Malvasia.

VERDELHO: Certamente não é nativa da ilha e foi trazida da Itália, Marche, onde é conhecida por Verdichio  ou continente português,  produz, na ilha, vinhos encorpados com acidez baixa, mas bastante vigorosa.

SERCIAL: Conhecida no continente português com o sugestivo nome de esgana cão, muito resistente aos fungos presentes quando há húmidade excessiva, como o oídio, de corpo médio e bastante ácida,  gosta do clima mais frio e húmido da Madeira.

BOAL: Mais uma csta do continente, muito resistente à húmidade eis que possui uma casca grossa.

MALVASIA: Mais um casta do sul da Itália, provavelmente levada para lá pelos gregos, bastante aromática, uma  prima, talvez,  da nossa Malvasia Cândida plantada na serra gaúcha. Junto com a Tinta Negra Mole representam quase das características deste fortificado, o MADEIRA.

E como já vimos na harmonização dos posts anteriores vai muito bem com os queijos azuis, Gorgonzola e Roquefort.

Quem sabe um fim de tarde/noite com este Madeira e os queijos ao som de John Coltrane?





FESTA QUANDO É BOA TEM QUE SER ASSIM ATÉ O FIM

23 07 2010

Festa boa não se vê a hora passar, quando nos damos conta ela está terminando. Mas festa boa tem que ser assim até o fim.

Portanto nada melhor que terminar a festa da harmonozação com os vinhos doces também conhecidos como vinhos de sobremesa. Vou me socorrer do post http://wp.me/pPKW2-gl

Nesta turma temos:

- ICE WINE  Em locais mais frios do que o de costume, os produtores retardam a colheita da uva e o fazem na primavera, muitas vezes abaixo de gelo e neve. Ao assim fazer colhem os cachos congelados, muias vezes de noite para conservar o gelo. Ao chegar na vinícola logo iniciam o processo de vinificação com os bagos das uvas congelados. Bem ao assim fazer a água, com cristais de gelo desidratam, naturalmente a uva diminuindo,em muito a produção, mas conservando todo o açucar natural da uva. Ao final resulta num vinho doce,  magistral e caro, algo em torno de R$ 200,00 meia garrafa, mas um vinho ímpar.

Os grandes mestres destes vinhos são os austríacos, com sua uva ícone Grünner Velttiner, seguidos pelos alemães, se bem que o Canadá e os Estados Unidos, principalmente o primeiro vem melhorando e muito seus Ice Wine. Existe também os Ice Wine, digamos forçados, no Brasil e Argentina, quando congelam o cacho das uvas, confesso que não conheço o resultado final.

- VINHOS BOTRITIZADOS – Nesta turma os famosos são os de Bordeux, com a casta Sémillon e o Tokaj, da cidade homônima, na Hungria com a casta Furmint. Em face do post anterior não muito mais a falar, apenas reiterar a extrema qualidade destes vinhos.

- LATE HARVEST – O mais barato e comum deles, técnica de retardar a colheita que em locais onde não há congelamento das uvas ou região para o aparecimento da Botrytis Cinerea. O retardo na colheita faz com que sejam vinificadas uvas quase passificadas, com desidratação natural dos bagos e, por consequência, concentração de açúcar. O Brasil produz ótimos Late Harvest, a Argentina,o Chile, enfim, são vinhos muito bons, principalmente, pelo preço pago são excelentes vinhos de ingresso neste mundo.

VINHOS FORTIFICADOS – São os vinhos do Porto, Moscatel de Setubal, Madeira, Açores (Portugal) Jerez de La Fronteira (Espanha), Marsala (Itália) e por aí vai. A técnica de produção é basicamente a mesma, no início da fermentação incui-se aguardente vínica que susta a fermentação mantendo alto índice de açúcar natural e teor alcoólico elevado.

O segredo aqui é o contraste, seja um queijo tipo Gorgonzola e Roquefort ou com sorvete  de creme.

Experimentem.








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