CONTEÚDO X EMBALAGEM DEGUSTAÇÃO PARA TIRAR A DÚVIDA

30 04 2010

Até que ponto garrafas e rótulos bonitos influenciam na compra de um vinho que não conhecemos?

Todos nós, em graus diferentes, somos atraídos pela beleza, pela harmonia, enfim pelo que nos traz prazer visual. Claro que não está aqui a discussão em si dos conceitos que cada um tem sobre harmonia e beleza.

A pergunta que fica é até que ponto as bonitas garrafas e rótulos nos influenciam na compra de vinhos desconhecidos.

Eu mesmo não sei. Para que se tire a dúvida propus uma degustação com as seguintes regras:

1- Taças pretas.

2- Os vinhos serão escolhidos pelo gerente da loja de vinhos, sem que ninguém saiba, vinhos das mais diversas origem, garrafas, rótulos, preços e uvas, sejam, tintas, rosé sou brancas. Todos na mesma temperatura.

3- Será elaborada uma ficha para que cada um coloque os aromas sentidos, bem como as sensações de boca.

4- Deverá após ordenar sua preferência e qual o preço que pagaria em cada vinho.

5- Serão numerados em vinho 01, 02 e assim por diante. No máximo 1/3 de garrafa para cada confrade.

6- Após a degustação, as mesmas garrafas degustadas, com a raspagem prévia dos rótulos, serão apresentadas aos confrades para análise visual e tátil das mesmas.

7- Após serão apresentadas as mesmas garrafas com seus rótulos, de forma aleatória.

8- Por último cada um será apresentado aos seus vinhos preferidos, do melhor ao pior, de acordo com sua análise sensorial.

Simples e creio que nos trará surpresas.

 





COMO ERRAR MENOS AO COMPRAR VINHOS DA ARGENTINA

29 04 2010

São meras opiniões pessoais.

Errar aqui não tem o sentido de comprar gato por lebre e sim de comprar algo que não deseja. E também em relação ao vinhos mais baratos, estes vendidos em super mercado e em lojas especializadas.

Na Argentina, em termos de branco e Pinot Noir é falar de Patagônia. De um certo modo os Sauvignon Blanc e Chardonnay vindos de lá não me desagradam. Se não conheço o produtor ou o vinho compro desta região. O vento frio que por lá é constante favorece o desenvolvimento das brancas – incluindo aí o espumante – e a Pinot Noir. Com a honrosa exceção da Torrontés que encontra seu ponto máximo na região de Cafayate – Vale do Calchaquí – Salta, extremo norte da Argentina. Lá se consegue um raro trinômio preço, qualidade e singularidade. Digo, no mundo talvez esta casta não desenvolva o potencial que consegue naquela região. MAS TEM QUE SER DE SALTA E DESTE VALE DO CALCHAQUÍ ONDE CAFAYATE ESTÁ LOCALIZADO.

Em relação aos espumante, quem gosta da nossa Brut deve escolher a extra-brut ou nature na Argentina a legislação por lá permite mais açúcar do que por aqui, para quem quiser há um posto neste blog sobre espumante que vale a pena ser lido.

E relação aos rosés, de um modo geral, como são de sangria, também há um post neste blog falando de rosés, e sempre a tendência é o açúcar natural e residual das uvas ser mais alto, eles se apresentam mais alcoólicos e doces que o normal. Se comparado com os franceses da região do Mediterrâneo são quase groselhas alcoólicas. Eu em geral se não conheço evito comprá-los, justamente porque gosto dos rosés mais refrescantes.

Em termos de tinto, claro a Malbec na sua grande maioria é muito bom, tinto retinto, açúcar residual alto, alcóol lá em cima. Gosto destes Malbec em ocasiões especiais, com um assado de ovelha são perfeitos. Mas prefiro, se não conheço o produtor, os de Mendonza.

Em ternos de Syrah, os melhores são os de Mendonza, com quase certeza.

Os Cabernet Sauvignon, de um modo geral não alcançam a plenitude que alcançam no Chile, portanto eu os evito, somente compro os que já experimentei.

Os Merlot, também prefiro os da Patagônia ou os de Salta, em função do frio, evito os de Mendonza.

 





CASTAS PEREGRINAS – PARTE I – MERLOT

27 04 2010

Inicio o capítulo das uvas peregrinas pela Merlot. Alguns chamam de castas internacionais. Eu prefiro chamá-las de peregrinas, porque algumas delas não rodam tanto pelo mundo, portanto não são tão internacionais, mas estão longe de suas casas, como a Semillon.

A Merlot, ao contrário, está espalhada por todo mundo.

No seu berço, em Bordeaux, mais precisamente no Pomerol, produz vinhos muito elegantes, com corpo médio, taninos agradáveis. O Chateau  Petrus é um dos mais afamados desta casta.

Ela molda-se à sua terra adotiva com facilidade, adquirindo características próprias do terreno. Muito utilizada no Chile, Argentina e Estados Unidos, primeiro para uvas de corte, dando volume e suavidade para a Cabernet Sauvignon, por exemplo, e após o sucesso estrondoso de seus varietais seus limites de plantação, nestes países cresceram muito.

Demais, eu diria, era uma das minhas castas preferidas mas de uns tempos para cá vem sendo produzidos vinhos muito “prontos” e “fáceis” de beber, como diria o jargão dos vendedores de vinho. Mas de fato, as minhas últimas tentativas foram um pouco traumáticas.

Gosta climas mais frios que a Syrah e a própria Cabernet Sauvigon e vem encontrando na serra gaúcha um local ideal para desenvolver-se. Que o diga, por exemplo, o Gran Reserva da vinícola Luiz Argenta, um ótimo vinho. Se bem trabalhada, penso que se tornará uma casta ícone da serra gaúcha.

Em geral vem sendo substituindo a Cabernet Sauvignon, tanto nos varietais, como no corte, pois não é tão dura (adstringente) e fechada como a Cabernet Sauvignon. Produz vinhos mais macios e aromáticos, portanto, em termos de Novo Mundo, vinhos mais comerciais do que a Cabernet Sauvignon.





VALE DO ACONCAGUA – O VALE ESCONDIDO

27 04 2010

O vale do Colchagua poderia ser chamado de vale escondido, pois está encravado entre três cidades, Los Andes, Panquehue e San Felipe.

Na verdade é o vale de boas-vindas do Chile para quem vem de carro da Argentina. Está logo após a passagem da cordilheira dos Andes.

Não é um vale extenso, pelo contrário. Está, escondido, aos pés da cordilheira dos Andes. De altura média em torno de 700 metros é seguramente um dos vinhedos mais altos do Chile.

E a altura exerce forte influência nos vinhedos em função do gradiente de temperatura no verão. Dias em torno de 30º e noites em torno de 12º, tudo que a videira precisa para desenvolver seu potencial máximo. As noites frias desaceleram o processo de maturação e a lentidão na maturação fixa melhor os aromas, a cor e os taninos da uva.

Terra dos melhores Syrah e Cabernet Sauvignon do Chile.

Dali sai, para mim, um dos melhores chilenos, os vinhos da Von Siebenthal – Montelig – Carabantes – Toknar.  www.vinavonsiebenthal.com





MAULE – NA PORTA DA PATAGÔNIA CHILENA

25 04 2010

No vale do Maule a geografia começa a mudar radicalmente, termina o vale entre as cordilheiras e começam as planícies patagônicas.

Como a região é bem mais fria temos a formação da névoas que favorecem o aparecimento da Botrytis Cinerea, a chamda podridão nobre e seus fantásticos vinhos de sobremesa. Mas pode-se se dizer que não é região que produza vinhos singulares. A região produz muito mais quantidade que qualidade, é só ver nos supermercados e lojas de vinho, se ele é mais barato com quase certeza veio desta região. Claro, não impede de produzir individualmente vinhos muito bons.

Eu gosto muito dos vinhos da Viña Botalcura. www.botalcura.cl





BIO BIO – ITATA – MALECO OS VINHEDOS PATAGÔNICOS DO CHILE

25 04 2010

Casas típicas das cidades desta região, são baixas, planas e servem de proteção aos sismos, muito frequentes por ali.

Região patagônica chilena recentemente vem revolucionando os vinhos brancos chilenos. O frio ajuda e em muito a produção de excelentes Chardonnay, Sauvignon Blanc e Pinot Noir. As grandes vinícolas chilenas possuem vinhedos neste região. Lembrem-se que é desta parte do Chile que sai o ímpar Sol de Sol Da Viña Aquitania.





CURICÓ – ENTRE O VALE DO MAULE E CACHAPOAL E COLCHAGUA

25 04 2010

Além da linda paisagem, Curicó representa o Chile tradicional, o Chile ancestral, pequenas cidades encravadas entre fazendas antigas.

Fica mais ao sul do vale de Cachapoal e Colchagua, já na porta de entrada do vale do Maule.

Terra, também, de grandes e clássicas vinícolas chilenas como a Viña Miguel Torres,a  mesma da Espanha, e a Valdivieso com seu antológico Caballo Loco.





CACHAPOAL – O IRMÃO GÊMEO DO COLCHAGUA

25 04 2010

A foto dá a exata ideia do Cachapoal, vale entre as duas cordilheiras e ao lado do Colchagua.

Na verdade os dois faziam, tempos atrás parte do Vale do Rapel, hoje subdividido entre Colchagua e Cachapoal.

A referência é a cidade de Rancagua, típica cidade da região com a arquitetura moldada pela proteção aos sismos como esta calle da foto.

O rio Colchagua divide os dois vales, Colchagua mais ao sul e Cachapoal ao norte.

A altura dos vinhedos está em torno de 250 a 300 metros. É importante destacar que ali estão as melhores condições para o desenvolvimento da, hoje, casta ícone, a Carmenère, antes confundida com a Merlot, mas que de uns tempos para cá separada e está sofrendo profundas modificações em seus vinhedos para que possa desenvolver todo o seu potencial.

Terroir (junção de clima e  solo) consagradíssimo para tintos de grande guarda como Cabernet Sauvignon, Merlot e alguns Syrah de grande estirpe. Vinhos com alta recomendação de origem.

Alguns dos principais produtores:

Viña Chateau Los Boldos

Viña Morandé

Viña Ventisquero





VALE DO COLCHAGUA – O CORAÇÃO VINHATEIRO DO CHILE

24 04 2010

Com a foto do vale do Colchagua ao final do dia não tem como perder a inspiração e escrever algumas linhas sobre o Colchagua.

O  coração vinhateiro do Chile, neste fértil vale com suas casas e fazendas  ancestrais que sentiu uma forte modernização na produção do vinho impulsionando o Chile para ser um dos maiores produtores mundiais de vinhos de qualidade.

Este vale encravado entre as duas cordilheiras tem na regularidade climática, exposição solar, qualidade de solo e o tão desejado  gradiente de temperatura quando recebe, a noite, os ventos que descem da cordilheira dos Andes, no verão, refrescando os vinhedos, pois ficam represados entre as cordilheiras.

Ali estão as vinhas e sub-regiões que muito se fala nos últimos tempos. Local ideal para a Carmeère, Syrah e os grandes e magníficos Cabernet Sauvignon.

Os principais produtores são:

Casa Lapostolle  www.casalapostolle.com

Laura Hartwig

Viña Casa Silva  www.casasilva.cl

Viu Manent y Cia Ltda www.viumanent.cl





VALE DEL MAIPO O ANTIGO VINHEDO RURAL DE SANTIAGO

22 04 2010

O Maipo, além de ser o início da consagrada região do central do Chile, entre as duas cordilheiras é berço das mais antigas e tradicionais vinícolas do Chile.

Antes região rural de Santiago, hoje disputa palmo a palmo a abençoada terra com as indústrias da região metropolitana de Santiago.

O Rio Maipo descendo dos Andes trata de dar todas as condições de irrigação que as videiras precisam. O sistema de irrigação, assim como em Mendonza, utiliza-se de canais para captar a água do desgelo da cordilheira.

Hoje algumas das mais antigas vinícolas do Chile ainda possuem e produzem na região, outras apenas mantém a sua sede na região, deslocando o eixo produtivo mais para o sul (tintos) e para o vale de Casablanca (brancos).

As principais vinícolas da região são:

VIÑA CASARIVAS  www.casarivas.cl

VIÑA AQUITANIA – www.aquitania.cl

VIÑA CARMEN www.carmen.com

VIÑA CONHA Y TORO www.conchaytoro.com

VIÑA COUSINO MACUL – www.cousinomacul.cl

VIÑA EL PRINCIPAL – www.elprincipal.cl

VIÑA HARAS DE PIRQUE – www.harasdepirque.com

VIÑA SANTA RITA – www.santarita.com

VIÑA TARAPACA www.tarapaca.cl

VIÑA UNDURRAGA www.undurraga.cl








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